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terça-feira, 30 de novembro de 2010

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Segundas noites

Hoje é segunda... geralmente eu não escrevo nesse dia, mas eu tenho um blog, eu escrevo o que eu quiser nele e quando eu quiser também. E se a gente ficar seguindo um cotidiano monótono e previsível, a vida seria uma chatisse. Hoje eu percebi que eu sou, sei lá... devo ter muita facilidade de raciocínio e assimilação. Percebi que eu posso ser uma surpresa todos os dias quando eu quero. Na verdade eu só gosto de surpreender quando eu gosto, entenderam a sacada?
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Eu vou tentar sim, o que que custa? Um futuro arrependimento? Uma tristezinha de leve? Não ligo. De uma coisa eu tenho certeza, lições serão aprendidas, isso é o que importa.

sábado, 27 de novembro de 2010


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Eu sou um cara no intermediário com relação aos sentimentos. Não sou tão frio nem tão sentimental e não me apaixono fácil, isso funciona mais como um mecanismo de defesa, hoje em dia não tá fácil pra ninguém. Eu também me magoo, fico triste e essas coisas, não é só porquê sou homem que sou um monstro insensível... bom, tento não ser né, mas tem vezes que é mais forte que eu.

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Ás vezes eu só queria uma garota que curtisse boas músicas e me emprestasse bons livros, que esquecesse o passado e vivesse o presente sem muito medo. Ás vezes eu só queria aquela garota.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Poema da sexta

As estrelas do meu teto se perderam
Saturno onde está? Eu não sei
Será que Marte e Mercúrio sobreviveram?
Uma pedra em Júpiter acertei

A Lua já não aparece
A vela na escuridão produz luz
Sem ti toda beleza padece
Os céus envergonham-se de seus azuis

De vermelho a Luazinha se tingiu
Chopin, Beethowen, Bach
Surgiu, ficou. Sumiu?
Dona Música, pode me levar

As palavras acabaram de se perder
Coisas que se dizem coisas, assim
A pena, tudo que gosta faça valer
Tudo, início, meio e fim.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

23/11/10 - O dia em que o ser humano em mim se manifesta


"Silêncio, ele está dormindo, veja como é lindo, Sua Majestade: O neném
A casa, já tem novo dono, é o rei do trono, Sua Majestade: O neném
Parece com o papai, com a mamãe também, parece com a vovó? Não não parece com ninguém
Silêncio, ele está dormindo, veja como é lindo, Sua Majestade: O neném
A casa já tem novo dono, é o rei do trono, Sua Majestade: O neném"
Após cifrar esta música em meu quarto, na qual pra mim é de autor e compositor desconhecidos, minha mãe entrou no meu quarto, me beijou e disse: " Meu filho, eu te amo ". Perguntei se ela sabia que música era essa e ela disse de imediato: " É "Silêncio", eu cantava pra você dormir ". E logo após ela cantou comigo a música, eu a abracei, disse que a amava e a conteceu o que eu menos esperava, uma coisa que não acontecia à anos, uma lágrima rolou de meus olhos. Logo após esta, vieram outras. É, lá estava um homenzarrão de 17 anos desabando nos braços de sua mamãe, pensando como este "ser" podia ter tanto amor por ele, cuidar dele por tanto tempo e pedir nada em troca. Enquanto escrevo neste caderno algumas lágrimas ainda insistem em cair de meu rosto. Talvez seja pelo acúmulo de sentimentos guardado a tanto tempo num mix de raivas, amores, tristezas, felicidades, saudades e arrependimentos que eu nunca havia deixado transparecer. Chorei.
Me lembrei do quanto eu amo essa mulher, a mulher mais importante da minha vida, minha mulher maravilha, minha mãe. Que daqui a alguns anos ( quando estiver mais antiga ) , se estiver andando pela rua e ameaçar um tropeço, eu a pegue em meus braços, a proteja e cuide dela da mesma forma que ela cuida de mim, ou bem parecido.
MARIA APARECIDA DA SILVA. ♥ Te digo todos os dias e repito até os confins, EU TE AMO!

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Quando se é criança... é... eu nem sabia o que escrever sobre infância, então deitei sobre minha cama apaguei as luzes e fiquei olhando para o único ponto iluminado proveniente da lua através da janela, e percebi que se você olha fixamente no escuro para um lugar claro parece que a escuridão engole aos pocos aquele ponto e se sente uma leve e perturbadora agonia. Mas voltando à infância, onde estávamos? Ah sim! Fiquei olhando aquele ponto e me lembrei dos tempos de Recife-PE, minha terra natal. Aquilo que era o máximo. Todos os dias meu avô levava eu e meu irmão pra tomarmos Toddynho e comer Pingo D'ouro na padaria. Eu adorava estar em casa malvadando com o gato que atendia pelo nome de Biliu. Tadinho, nem tinha escapatória das minhas mãozinhas gordinhas, macias e fortes. Comer cuzcuz de milho ouvindo meu avô me chamar de "Badim" ( eu adorava quando ele me chamava assim, ninguém sabia o que isso significava, nem ele mesmo sabia, ou nunca me contou, mas adorava do mesmo jeito ), correr da minha própria imaginação, subir degrau por degrau até minha casa sem um pingo de pressa. Eu só queria me divertir, sozinho, ou com meu irmão. Eu não me lembro da história de todos os meus arranhões e cicatrizes que tenho, mas sei que minha infância foi aproveitada AO MÁXIMO! Caí do pé de goiaba, arranhei minhas costas no arame farpado, caí do morro andando de biscicleta, prendi o dedo na estrela da minha primeira bike... nossa, maravilhoso lembrar disso. Cada história, cada lembrança... ainda bem que sou sou maior crianção, e digo isso de boca cheia. Espero que essa parte de mim nunca se perca.


- Essa semana me deu uma vontade de que, no futuro, meu primeiro filho seja uma menina! Mas vontade é uma coisa que dá e passa.

sábado, 20 de novembro de 2010

Diálogo breve: J. e Ívanno

- Você tá bem?
- Tô sim.
- É que... você tá meio calado.
- É porquê eu tô pensando.
- Tá triste com o que aconteceu?
- Pra falar a verdade não, eu já esperava uma reação daquelas. É como eu digo, eu sei das coisas.
- E agora?
- E agora o que?
- Nada, só queria ser legal.
- ( risos ) Você é maneiráço cara!
- É, você também dá um show!
- Me diz, tá ouvindo o que aí?
- Oasis e Kings of Leon.
- Ótimas bandas.
- É... eu tenho que fazer umas coisas aí.
- Tá bom! Valeu bonitão!
- ( risos ) Pq vc tá falando isso cara?
- Por que eu sou você então... automaticamente eu sou bonito também.
- Você é inteligente mesmo hein!
- Somos meu caro.
- Valeu José, até o próximo flerte de loucura.
- Até Ívanno, sabe que eu sempre estarei aqui pra o que for né?
- Sei sim, tá na hora de voltar pra vida real.
- Vai lá, mas não se esqueça, os jovens têm anseios que nunca passam, enquanto os velhos têm lembranças do que nunca aconteceu.
- Eu me recordarei.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Eu to feliz. Na verdade eu sou um cara feliz. Eu me sinto bem por fazer somente o que eu acho legal, sem me importar com o que vão pensar. Pode ser que eu esteja feliz assim por ver Kiko Loureiro a menos de 5 metros de distância de mim, de poder falar com ele, zoar a cara dele como um bom amigo que eu não sou do mesmo, por pedir pra ele tocar Wave do Tom Jobin E ELE FALAR: " Wave? Wave?", E TOCAR!  QUANDO ACABOU, OLHOU PRA MIM E EU FIZ O JOINHA MAIS SHOW DA MINHA VIDA! Por eu pedir pra ele tocar Dream Circle e ele dizer que essa era velha e não tava no repertório dele. Falando assim parece que lá só tínhamos eu e o Kiko, mas pra mim só estávamos nós... cara, foi o melhor workshop da minha vida. Aquilo superou as espectativas e as probabilidades. Eu to feliz, muito! Também porquê a lua vai aparecer pra mim hoje.
- HOJE NÃO PODE CHOVER!

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

À um amigo

Sempre sorrindo, fazendo o que amava e com amor. De óculos com sua garrafa de água sobre a mesa, sua mochila de couro e seu laptop contando ou tirando verdinhos, carinhas felizes e não sei mais o que. Cantando músicas antigas, algumas em que até todos acompanhavam. Com suas idéias mirabolantes, seu poder de persuasão e seus cachos grisalhos. Na maioria das vezes com uma camisa simples, de bermuda e  sandalha. Sem pressa de andar, mas com pressa de sonhar e conquistar seus objetivos. Faculdade de Psicologia, não sei quantas escolas... Sempre amigo e jovem apesar da idade que não aparentava ter. Seu jeito peculiar de ver as coisas... tantas coisas passamos e ainda passam na minha cabeça... coisas que poderiam, mas não vão acontecer. Não mais. A ficha não caiu, talvez nunca caia. Você não vai ler isso, mas não me importo, só estou tentando esvaziar um pouco do muito que há em meu coração. O que mais me dói é o fato de nunca mais te ver. Nunca é muito pra mim... muito.

Um professor, um amigo, Paulo Amorim 13/11/2010

sábado, 13 de novembro de 2010

Música em mim: Origem.

Até hoje eu me lembro da primeira música que ficou gravada em minha mente e que levo no meu coração até hoje. Pode até parecer que é mentira, mas essa música era aque minha mãe cantava pra eu dormir quando eu era apenas um pingo de gente. Se eu fechar meus olhos eu consigo me lembrar da voz suave, do carinho que ela fazia em minhas costas, do carinho com que minha mãe me fazia dormir, do conforto, mesmo sendo nada tão luxuoso, mas pra mim eu tinha as melhores coisas do mundo, e ainda tenho. A letra pode parecer estranha e sem musicalidade, mas pra mim, é a melhor cantiga que já existiu ou vai existir. Minha mãe cantava assim:

"Silêncio, ele está dormindo, veja como é lindo, Sua Majestade: O neném
A casa, já tem novo dono, é o rei do trono, Sua Majestade: O neném
Parece com o papai, com a mamãe também, parece com a vovó? Não não parece com ninguém
Silêncio, ele está dormindo, veja como é lindo, Sua Majestade: O neném
A casa já tem novo dono, é o rei do trono, Sua Majestade: O neném"

Eu acho que foi a partir daí que meu amor pela música começou, mas nada amaduro ainda. O tempo se encarregaria de amadurecer esse gosto que com o passar do tempo se tornaria amor. Passaram-se tempos e fui ouvindo músicas do gênero gospel. Gostava e ainda gosto desse gênero musical, mas meu paladar musical não podia se limitar apenas a esse gênero. Daí por intermédio do meu irmão comecei a entrar de vagar no rock, bem de vagar mesmo, posso dizer que até com um pouco de medo. Mas depois me senti seguro e comeceu a explorar esse gênero. Depois do rock comecei a ouvir música clásica e depois, MPB e mais algumas vertentes do rock. Com uns seis anos de idade dispertei uma vontade enorme de tocar algum instrumento. Me encantei pela bateria, mas só com 13 anos fui de fato tocar uma, a partir daí só fui melhorando e me apaixonando cada vez mais. Meu pai comprou uma guitarra pro meu irmão e um contra-baixo pra ele. Eu de intrometido fui ameaçando umas coisas doidas que faziam só barulho e mais barulho. O tempo foi passando e hoje eu posso dizer que dos piores sou o melhorzinho e amo tocar e tenho sede de melhorar mais e mais e mais.
É incrível como uma coisa se encaixa na outra. É como um quebra-cabeça no qual você não pode forçar nenhuma peça para entrar em um lugar que ela não pertence, tem que deixá-la no lugar reservado à ela, tem que deixar se encaixar naturalmente. Música, meu mundinho quase perfeito.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Carta de lugar chamado Solidão

" Como é na Solidão? É... escuro, frio, agonizante. Tem muitas pessoas, mas geralmente não se consegue vê-las. A escuridão é intensa. Não se sabe se é um lugar fechado ou aberto, mas quando alguém sai da Solidão, faz-se um clarão intenso e rápido como relâmpago. Em um desses clarões eu vi que as pessoas ficam paradas em frente à portas, cada um em frente da sua , mas não há paredes, somente as portas fincadas em alguma coisa que não sei de fato se é no chão, porque a impressão que se tem, é que ele não existe. Mas eu pude ver que o motivo do clarão se dá, pois uma porta se abre e uns braços tiram a pessoa desse lugar. O silêncio se mistura com pequenos sussuros. Talvez sejam rezas, orações, pequenos pedidos de socorro... não se sabe ao certo. Não sei como se entra neste lugar, não sei como se sai, só sei que é uma parada certa nesta viagem que chamamos de vida. Não importa o tempo, você um dia vai passar pela Solidão. Eu ainda espero sair daqui novamente. Cada clarão é uma esperança de que esses braços me arranquem deste lugar. Acho que já estou me acostumando este o ar gélido em meus pulmões, com a lágrima que se congela bem antes de encostar no meu rosto e com os nós em minha garganta. Isso não é bom. Por favor, alguém, arrombe esta porta e me tire daqui! "

Remetente: --//--//--//--//--

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Em um desses dias eu percebi quanto o ser humano é egoísta e materialista...

Mentes deturpadas, se dizem fazer o bem
Idéias fabricadas , sem olhar a quem
Ganância emancipada, mas não se importam com ninguém
Valer não valem nada, olhe para si mesmo, tente enchergar além

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Talvez eu seja um monstro mesmo, talvez eu deva viver em uma torre tocando sinos e brincando com bonecos de madeira artesanais, talvez eu seja um insensível e desastrado, grande e bobo. Talvez eu tenha mudado muito pra pior ( pra uns) e melhor ( pra outros ). Talvez eu não me importe, talvez aquele astronauta era apenas um iludido, talvez Alice seja apenas uma dependente química e Eisten um velho louco, talvez os talvezes não esxistam, talvez eles estejam certos, talvez você tenha entendido.... ou talvez não.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Ás vezes quando eu to tentando pensar em nada me dá um estalo na mente e eu fico pensando: " Será que isso tudo aqui é real?". Porque sei lá... tudo parece ser tão curioso e misterioso. Cabe a nós questionar ou não questionar? Descobrir ou não descobrir?
É... as coisas são confusas mesmo, quanto mais eu tento entender, fico mais louco. Até mesmo quando eu tento me entender... eu gosto da noite, mas não gosto do escuro; não gosto de dormir, porque depois eu vou ter de acordar; não gosto do calor, mas moro num país tropical; não gosto de cachorro, mas tive vários; adoro tocar bateria, mas não tenho uma; não gosto de tudo moderninho, mas tudo insiste em ficar cada vez mais coloridinho; não gosto muito de mim, mas e daí? O Sr. Ninguém gosta.

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- Tenho que me empenhar mais, entender mais o que ela pensa e como pensa. Sincronia, essa é a palavra.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Hoje, já está de noite, as nuvens carregadas se foram e as estrelas começam a aparecer, um pouco tímidas e sem jeito, mas tenho certeza que vão brilhar como nunca. Espero que até o fim da semana a Sra. Lua apareça com aquele doce sorriso que sempre me deixa fascinado.

- E ela tem o dom de tornar meu traço de tristeza em rabiscos de alegria com simples palavras.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

As coisas nesses últimos tempos estão difíceis, não economicamente e físicamente falando, mas entrando mais no terreno emocional. Não está fácil pra ninguém. Amor virou só mais uma palavra que nunca se ouvia dizer tanto. Na internet todo mundo se ama, é uma maravilha. Cegos. E pensando bem, faz tempo que eu não digo eu te amo pra alguém ( menos pros meus familiares que digo que amo com frequência porquê os amo muito, e não me envergonho disso ).

Eu sou uma espécie de velho em corpo de jovem, ou um louco de pedra, pois não me prendo á essa idéia de "ficar". Eu gosto mesmo é de entregar todo meu carinho à uma só. Sem dividir com nenhuma outra. Me dedicar, me adaptar, conhecer na íntegra do que ela gosta, do que não gosta, ser amigo, ouvinte, conversar com os silêncios dela ou com a troca de olhares, emprestar meus ombros por algumas horas para ela chorar simplesmente porquê brigou com a mãe ou quebrou a unha, ser cliche, ser espontâneo, quando ela estiver de TPM, tentar entender que os nervos estão na flor da pele e se ela gritar comigo ou algo do tipo eu chegue nela e dê um abraço do tamanho do mundo pra ela ver que tem alguém que adora ela, mesmo ela sendo chatinha ( risos ).

É como eu disse tá fácil pra ninguém... nem pra esse romântico solitário namorador da noite. E as reticências dão ênfase ao meu silêncio...




Hoje eu acordei melhor do que nestes dois últimos dias. Estava meio triste, um tanto que inconformado com alguns acontecimentos... mas hoje eu acordei um pouco mais maduro, acabei me conformando com uns desses acontecimentos, não todos, porquê no futuro eu não quero me arrepender de alguma coisa que não fiz. Minha mente está tranquila e cheia de pensamentos, tantos, que chegam á se chocar e trazem um pouco de desconforto. Ando um pouco menos falante do que o normal. O silêncio me faz pensar, me faz ler, escrever... o silêncio em minha boca e a música em meus ouvidos, minha droga mais forte e eficaz. Só espero que hoje não chova porquê eu tenho de vê-la hoje, nem que seja por alguns minutos, eu sei que isso me fará bem, muito bem.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O astronauta e uma estrela chamada Si

Era uma vez um astronauta muito curioso. Ele era um explorador além dos céus, vivia observando o movimento das estrelas e planetas. Ficava horas observando as estrelas, era fascinado pelo brilho que elas emanavam.
Um dia, em uma das suas observações diárias, ele encontrou uma estrela, mas não era uma estrela similar às outras, ela era um tanto quanto isolada, com um brilho diferente meio fosco e ao mesmo tempo forte, mas não deixava de ser um brilho diferente. O astronauta curioso ficou a observando por um tempo... não resistiu, tinha que falar com aquela estrela que se destacava das outras.

- Oi - disse o astronauta - eu vim te observando por um tempo e vi que você fica recatada em seu canto, isolanda das outras...

Mas aquela estrela diferente não deu nem um piu. No dia seguinte o astronauta insistente foi até aquela estrela e falou a mesma coisa do dia anterior e acrescentou:

- Você é sempre assim tão simpática? - ela esboçou um leve sorriso tímido, mas ainda não falou nenhuma palavra para o astronauta.

No dia seguinte lá foi o astronauta novamente, agora mais confiante em obter mais reações daquela estrela tão apática, ou apenas um "oi" tímido e sincero. O astronauta foi até a estrela e disse:

- Oi - já esperando outro silêncio desesperançoso e cortante, mas para sua surpresa, a estrela respondeu dizendo bem baixinho, com uma voz em tom suave, trazendo consigo outro sorriso leve e tímido:

-Olá.

O astronauta mal podia crer que a estrela sorriu para ele e dissera o "olá" mais doce que ele já ouvira. A partir daí ele com um olhar surpreso perguntou à ela seu nome, e ela respondeu :

- Meu nome é Si.

Naquele instante o silêncio trocou de lado e pairou nos lábios do astronauta, que estava perplexo e ao mesmo tempo encantado, ora pela voz macia daquela estrela, ora por aquele sorriso tímido lindo. Após alguns instantes ele pôs-se a dizer:

- Si? Hum, é um belo nome para uma estrela. Mas me diga Si, por quê você está assim tão isolada das outras estrelas?

- É porque... é... não sei se você já viu, mas eu sou diferente das outras estrelas.

- Sim, você é diferente.

- É por isso que eu não fico tão perto delas, por me sintir diferente, e mesmo assim, ninguém nota ...

- Isso não é verdade, eu estou aqui exatamente pelo contrário, você é a mais notável dessas estrelas.

Eles ficaram conversando por horas e mais horas, nem viram o tempo passar. O astronauta conversava e ao mesmo tempo não deixava de lado sua mania de observação, e com o passar dos dias e de muitas conversas, foi notando peculiaridades que não poderiam ser percebidas somente com olhares despercebidos e vagos. Ele percebeu que aquela estrela era uma estrela meio triste, mas também que era uma estrela de beleza ímpar, diferente daquelas outras mesquinhas que brilhavam só para seu próprio deleite. Percebeu também que com o passar do tempo, por incrível que pareça, estava se apaixonando por uma estrela. Ele pensava consigo mesmo: " Mas como é possível? Eu só posso estar louco! Estou me apaixonando por uma estrela!" E esse sentimento foi crescendo gradativamente.
Enquanto o astronauta dormia, ouvia sussuros em seu ouvido e era difícil de reconhecer aqueles sussuros, mas em um daqueles sussurros ele indentificou a voz, era de sua doce e amada estrela pedindo para que ele fosse até ela. Ele prontamente levantou-se, pôs sua roupa e foi ao seu encontro. Chegando lá, observou que ela estava com um olhar triste demais, com aquele brilho de choro. E ele perguntou:

- O que houve Si? Está tudo bem?

- Não, eu estou apagando... e acho que não poderemos mais nos ver.

- APAGANDO? Mas... por quê? Você não pode ir, não agora, eu... eu te amo Si, você não pode ir, não pode!

- Infelizmente eu não posso mudar o curso das coisas meu querido astronauta - neste momento uma lágrima amarga cai do rosto de Si. O astronauta vendo o brilho daquela estrela tão diferente, tão linda, do sorriso mais brilhante, da voz mais adocicada oscilar, pôs-se a indagar suas últimas palavras para Si. Com as pálpebras carregadas d'água, segurando o choro com um nó firme na garganta:

- Si, só quero que você saiba que eu te amo, mesmo sabendo que você é uma estrela e eu um homem, eu não ligo para isso, quero que você saiba também que eu nunca vou te esquecer... NUNCA.

- Meu astronauta, eu também te amo, e nunca vou te esq... - rapidamente fez-se um clarão imenso e somente se via uma linha brilhante cortar aquele céu que nunca mais será o mesmo para aquele astronauta apaixonado com o coração totalmente em pedaços.

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Eu queria escrever uma história com um final feliz, terminando em felizes para sempre como os da Walt Disney, mas eu só posso contar o que eu vi... ou sonhei enquanto estive acordado naquela noite estrelada de lua cheia, enquanto observava uma estrela cadente.
Noite singela de puro ar
Estrelas vejo, mas não posso tocar
Ah quem me dera seu brilho levar
Noite singela

Brilha bilha estrelinha no alto, no céu
Enches meu coração, cai de ti este véu
Lindas, puras, doces como mel
Brilha brilha estrelinha

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Esta noite eu não quero sonhar, só quero deitar minha cabeça no travesseiro, fechar os olhos e ver apenas o escuro interno de minhas pálpebras. O que adianta sonhar se quando eu me der conta de estar acordado vou me lembrar de nada? E mesmo assim, sonhos são apenas produtos da imaginação, e imaginação é uma coisa que não existe de fato e o que não existe não pode se concretizar, não de uma hora pra outra. Só quero perder tempo dormindo, só isso. Será que isso é pedir demais? ( Sonhos são uma piada de mal gosto [Lucas Arial] )