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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

À um amigo

Sempre sorrindo, fazendo o que amava e com amor. De óculos com sua garrafa de água sobre a mesa, sua mochila de couro e seu laptop contando ou tirando verdinhos, carinhas felizes e não sei mais o que. Cantando músicas antigas, algumas em que até todos acompanhavam. Com suas idéias mirabolantes, seu poder de persuasão e seus cachos grisalhos. Na maioria das vezes com uma camisa simples, de bermuda e  sandalha. Sem pressa de andar, mas com pressa de sonhar e conquistar seus objetivos. Faculdade de Psicologia, não sei quantas escolas... Sempre amigo e jovem apesar da idade que não aparentava ter. Seu jeito peculiar de ver as coisas... tantas coisas passamos e ainda passam na minha cabeça... coisas que poderiam, mas não vão acontecer. Não mais. A ficha não caiu, talvez nunca caia. Você não vai ler isso, mas não me importo, só estou tentando esvaziar um pouco do muito que há em meu coração. O que mais me dói é o fato de nunca mais te ver. Nunca é muito pra mim... muito.

Um professor, um amigo, Paulo Amorim 13/11/2010

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